domingo, 2 de setembro de 2012

"Jean Wyllys entrará com representação criminal contra Jair Bolsonaro" Por Vitor Angelo


"Jean Wyllys entrará com representação criminal contra Jair Bolsonaro" Por Vitor Angelo



A tática é conhecida e antiga, a mesma que disseminou o termo kit gay pela mídia através de falsas informações, foi usada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP- RJ) para divulgar um vídeo com uma edição pernóstica para alarmar uma parte da população que gays secretamente “querem que as crianças se tornem pequenos homossexuais”. Uma reatualização do esquema que difundiu durantes décadas que comunistas comiam criancinhas, agora são os LGBTs, que entram na perseguição paranoica dos reacionários.

Desde o dia 14 de junho que o deputado divulga o chamdo “vídeo de repúdio”, editando as falas dos palestrantes do Seminário “Sexualidade, Papéis de Gênero e Educação na Infância e na Adolescência”, que aconteceu no dia 15 de maio na Câmara Federal.

Em nota para o Blogay, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) diz: “Em sua nona edição, o seminário reuniu importantes nomes do campo do direito, da psicologia, da academia e da educação, para discutir, principalmente, o impacto negativo que o bullying tem na escola e no acesso ao direito á educação de qualidade”.

E completa: “Com o objetivo de ilicitamente alterar a verdade sobre o que foi discutido durante esse evento, o autor do referido vídeo de repúdio realizou uma vídeo-montagem com as falas das filmagens que se encontravam então disponíveis no site oficial da Câmara dos Deputados sobre o 9º Seminário LGBT. As imagens foram recortadas, as informações manipuladas, distorcidas e juntadas em uma colagem de má-fé que tem como único objetivo ofuscar as importantes e necessárias discussões que foram feitas durante o debate de profissionais sérios e dedicados”.

Desde a divulgação do vídeo de Bolsonaro nas redes sociais, religiosos fundamentalistas o tem usado para espalhar ainda mais a intolerância e o medo infundado na população menos informada.

Wyllys mais os palestrantes do seminário resolveram entrar com uma representação criminal contra Bolsonaro. Se aceita pelo Procurador Geral da República, caberá ao STF (Supremo Tribunal Federal) o julgamento do caso.

Veja abaixo o vídeo do Seminário:

"Gazeta do Povo publica texto homofóbico de colunista contra adoção por casais homossexuais" Por Allan Johan


"Gazeta do Povo publica texto homofóbico de colunista contra adoção por casais homossexuais" Por Allan Johan




Por Allan Johan para a Revista Lado A 
copiado do blog homorrealidade

“Nada é mais cruel que crianças em bando, especialmente na escola”, inicia o autor do texto “Perversão da Adoção”, Carlos Ramalhete, fundador de "A Hora de São Jerônimo", um apostolado leigo católico, de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. O texto foi publicado no site da Gazeta do Povo, principal veículo impresso do Paraná, nesta quinta-feira. Discordo dele. Nada é mais cruel do que os adultos, principalmente quando munidos da ignorância, ou, pior ainda, quando usam seus conhecimentos, para provocar o dolo. Nada é pior do que a maldade com intenção de machucar. Pior ainda é a maldade disfarçada, aquela que quer se convencer ou convencer o outro de que não há maldade em tal ato. E o texto do Sr. Ramalhete é perverso, é doloso, é de uma homofobia disfarçada tremenda. Utiliza do artifício vil e covarde da dissimulação para defender que seres humanos devem ter menos direitos, colocando suas crenças para justificar que o Estado (mais uma vez o texto é propositalmente dissimulado para não aparecer homofóbico ao atacar diretamente um casal homossexual) não deveria reconhecer dois homens como pais de uma criança adotada, de qual a mãe perdeu o poder pátrio.

Ele diz ainda: “O Estado reconhece a família porque é nela que a vida é gerada. Um homem e uma mulher se unem, geram filhos e os criam, e é do interesse de toda a sociedade que isso funcione bem. Quando falta uma família, o Estado pode entregar a criança a outra família, que a adota como nela houvesse nascido. Conventos, comunidades hippies e uniões de pessoas do mesmo sexo, contudo, podem ser modos de convívio agradáveis para quem neles toma parte, mas certamente não são famílias. Isso é abuso, não adoção”.

Já vimos esse filme: alguns acreditam que uma comunidade que tem menos direitos historicamente deve continuar assim. Uma afronta eles terem o mesmo direito do que “nós”. O Estado deveria defender aqueles que são a base desta sociedade e não os equiparar a “nós”. Eles não são como nós... Sim, eles eram judeus, ou negros, ou mulheres, ou ciganos, ou homossexuais, ou asiáticos, ou de outra religião, ou tantos outros. E todos sabemos o que a história conta. E sabemos que todos os inimigos das liberdades individuais evocam o direito de liberdade de expressão, ou religiosa, para justificarem os seus discursos de ódio. Desesperados, chegam a evocar o direito "da maioria", dizendo que democracia é a imposição do desejo da maioria, conceito altamente deturpado.


O Sr. Carlos Ramalhete conhece o tal garoto ao qual ele se refere em seu texto? Eu o conheço. E o Alyson é um menino maravilhoso de 12 anos, alegre e que ganhou na loteria, ao sair de um orfanato - onde sofria diversas violências - para ter a melhor educação possível. Também conheço seus pais e são pessoas fantásticas. Até mandei mensagem aos pais, Toni e David, pois o menino quer ser de religião africana e os pais querem impor a fé católica. Ora, ao final Sr. Ramalhete, os pais assim como você possuem valores cristãos. Pais são perversos, as crianças não!

E eu também sou cristão e acredito que todos os cristãos do mundo deveriam adotar todas as crianças abandonadas em lares, por pais cristãos ou não, e serem responsáveis por elas. E que todos os heterossexuais que geram tantas crianças abandonadas deveriam arcar com estudos e custos destes pequenos até a maioridade, dando as mesmas oportunidades dadas aos outros. Sabe o que é a coisa mais cruel do mundo, Sr. Ramalhete? É a hipocrisia. Então, o senhor desça do seu pedestal, onde se auto colocou, e vá praticar a caridade, uma vida cristã, o exemplo de Jesus, ao invés de apontar o dedo e querer julgar o que Deus acha melhor ou o que é certo ou errado.

Vivemos em uma sociedade laica, onde todos tem os mesmos direitos, ou ao menos caminhamos para isso. E pela paz e direitos de todos, deve ser assim.

Clique aqui e leia o texto enfadonho publicado pela Gazeta do Povo
e assine aqui a peticao para tirar esse lixo do lixo q eh a Gazeta do Povo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mais um suicídio: Kenneth James Weishuhn


Mais um triste caso: Garoto de 14 anos se suicida após bullying na escola

Visto no ParouTudo e em homorrealidade

O bullying continua firme nos colégios e fazendo vítimas. Em alguns casos, fatais. Kenneth James Weishuhn, um belo garoto de 14 anos do Estado norte-americano de Iowa, tirou sua vida no sábado 14 após inúmeros episódios de bullying na escola onde estudava.

Kenneth assumiu-se gay há um mês e desde então era maltratado no colégio. Alguns alunos também fizeram uma página de ódio contra gays no Facebook e o adicionaram. O rapaz chegou a receber ameaças de morte pelo telefone de colegas da escola.

Uma amiga dele, Brandi, lhe prestou um tributo compilando algumas de suas imagens em um vídeo no YouTube. Segundo o canal norte-americano KTIV, o colégio será investigado. Mas a vida de Kenneth, o mais importante, não pode ser mais recuperada. Muito triste.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Gretchen e Thammy "de frente com Gabi"

Assista: Gretchen e Thammy Miranda no "De Frente com Gabi"

Copiado de homorrealidade

Neste domingo (08/04), o SBT exibiu a entrevista da jornalista Marília Gabriela com a cantora Gretchen e sua filha Thammy Miranda, que assumiu publicamente sua orientação lésbica há alguns anos. Para o "De Frente com Gabi", elas falaram sobre como foi o processo de aceitação da homossexualidade dentro da família, os motivos da identidade visual masculina adotada por Thammy e como foi a a repercussão da revelação pública no dia-a-dia das duas. Acompanhe a entrevista completa no vídeo abaixo:

Homofobia tende a ser maior em quem tem atração pelo mesmo sexo

e ainda tem gente q tem duvida da sexualidade do boçalnaro e maulafaia...segue:

Homofobia tende a ser maior em quem tem atração pelo mesmo sexo
Por Charles Nisz  

Quem é homofóbico tem mais atração por pessoas do mesmo sexo do que quem não é. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelas universidades de Rochester, Essex e Califórnia (todas situadas nos EUA). Ao agredir um gay ou lésbica, o homofóbico está tentando reprimir o desejo por pessoas do mesmo sexo, de acordo com o estudo, publicado no "Journal of Personality and Social Psychology".

A pesquisa consistia em quatro experimentos e envolveu 160 estudantes universitários. Com o intuito de explorar a atração sexual explícita e implícita dos participantes, os pesquisadores mediram as discrepâncias entre o que as pessoas diziam sobre sua orientação sexual e como elas reagiam durante a realização de algumas tarefas.

Os participantes classificaram como gay ou hétero algumas palavras mostradas numa tela. No segundo experimento, os pesquisados escolhiam fotos de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto. Esses testes mediam a atração sexual implícita.

Já os outros dois testes avaliavam como as crenças e a educação recebidas moldavam o comportamento dos jovens quanto ao homossexualismo. Segundo os pesquisadores, os resultados fornecem evidências para apoiar a teoria psicanalítica sobre o tema: a violência é a reação de quem não aceita o próprio desejo por medo do julgamento alheio. (vi no @UOL)

sábado, 7 de abril de 2012

Paraná homofóbico


Homofobia cresce: Paraná lidera novamente ranking de assassinatos de LGBTs na Região Sul


Mais uma vez o Brasil está no topo do ranking dos assassinatos de LGBT, e o Paraná também não perdeu sua posição de estado do Sul que mais assassina lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. As informações são do Grupo Gay da Bahia (GGB) e foram divulgadas esta semana. Os dados levados a público pela organização não governamental baiana demonstraram um aumento no número de pessoas LGBTs mortas em 2011. Ao total, foram documentados 266 assassinatos homofóbicos no ano passado, 6 a mais do que em 2010, totalizando um aumento de 118% nos últimos seis anos, visto que em 2007, 122 crimes foram notificados pelo GGB.

O Brasil concentra atualmente 44% de todos os assassinatos de LGBT no mundo. Os EUA, por exemplo, possui 100 milhões a mais de habitantes e registrou apenas 9 assassinatos de travestis em 2011, enquanto aqui o número de pessoas trans brutalmente mortas foi de 98. O Paraná, por sua vez, apresentou o maior número de assassinatos da região Sul, 12 ao total, seguido pelo Rio Grande do Sul com 7, e Santa Catarina com 3.

O Grupo Gay da Bahia, que há mais de 30 anos coleta informações sobre homofobia no Brasil, divulga o relatório. A pesquisa aponta que a cada 33 horas um homossexual brasileiro foi barbaramente assassinado em 2011. De acordo com o Professor Doutor Luiz Mott, responsável pelo levantamento anual,  “a subnotificação destes crimes é notória, indicando que tais números representam apenas a ponta de um iceberg de crueldade e sangue. Como o Governo Federal se recusa a construir um banco de dados sobre crimes de ódio contra homossexuais, baseamos tal relatório em notícias de jornal e internet, que com certeza está longe de cobrir a totalidade desses sinistros”.

O Professor baiano finaliza afirmando que existe uma homofobia institucional, pois o governo brasileiro, mesmo com tantos dados, não garante a segurança das pessoas LGBT, tendo em vista que desde o Plano Nacional de Direitos Humanos 2, de 2002, um banco de dados sobre assassinato desta população estava estabelecido, e até hoje nada saiu do papel. Além da ausência de uma legislação que tipifique a homofobia como crime.

Nany People no de Frente com Gabi



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Jesus não é homofóbico


Estudante processa escola por discriminação após usar camiseta dizendo "Jesus não é homofóbico"

Élio Farias do blog Homorrealidade

Homossexual assumido, o estudante Maverick Couch resolveu usar uma camiseta com a frase “Jesus não é homofóbico” na escola de ensino médio de Waynesville, no estado de Ohio. A mensagem por trás da afirmação era óbvia. Ele estava fazendo uma crítica a “cristãos” que discriminam LGBTs com base na duvidosa premissa de que deus condena relacionamentos homossexuais. O problema é que o diretor da escola, Randy Gabhardt, parece ter tomado as dores dos criticados e resolveu inverter tudo. Segundo o estudante, ele foi chamado pela direção e ameaçado de suspensão nas duas vezes que resolveu usar a camiseta.

Sentindo-se discriminado, Maverick procurou o apoio de advogados e resolveu processar o diretor e a escola num tribunal do estado. O episódio ocorreu em abril de 2011, mas só agora a ação pode ser movida. Em entrevista para a WBTV, uma afiliada da FOX,  o aluno comentou seus motivos.

“Acho que a escola deve ser um lugar onde os estudantes possam ficar seguros e à vontade, um lugar onde todos possam aprender e aceitar uns aos outros. Não é certo quando esses direitos são desrespeitados”, afirmou.

O estudante, que já sofreu xingamentos e outras ações típicas de bullying homofóbico na escola, decidiu usar a camiseta para estimular o respeito entre todos os estudantes, gays ou heteros. Escolheu usá-la no “Dia Nacional do Silêncio” por ser a data em que a comunidade LGBT lembra as vítimas de perseguição e bullying homofóbico.

“Espero que a escola me ajude a criar uma ambiente de aceitação para garotos LGBT, não de punição”, desabafou.

Segundo a emissora, o diretor não quis comentar o caso à reportagem porque não tinha sido comunicado oficialmente sobre o processo. Sua única manifestação foi dada à organização Lambda Legal, voltada à defesa de LGBTs americanos, que chegou a mandar uma carta ao diretor logo após o episódio. A entidade afirmava que, conforme a legislação, Maverick tem o direito de usar a camiseta e que não poderia ser ameaçado de suspensão. Em resposta, o diretor afirmou que a camiseta tinha “mensagem de conteúdo sexual, indecente e inapropriado para a escola”.

Segundo o advogado do estudante, Christopher Clark, a escola de Waynesville violou a primeira emenda constitucional, que trata da liberdade de expressão.

“Sugerir que mensagem da camiseta é ofensiva, inapropriada ou sexual é realmente um tipo de humilhação à mensagem que Maverick queria passar no Dia do Silêncio”, argumentou à WBTV.
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